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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018


Canção do Dá-lá-dou

Óh Aidinha,
Tu óh querinha, ou,
Então tu para onde vais?
Ora dá-lá-dou.

 - Óh Ai anto,
Olha que eu vou para o campo, ou,
Queridinha regalada,
Ora dá-lá-dou.

- Óh Ai er,
O que vais lá tu fazer, ou,
Queridinha regalada,
Ora dá-lá-dou.

- Óh Ai acas,
Olha que eu vou com as vacas, ou,
Queridinha regalada,
Ora dá-lá-dou.

- Óh Ai enda,
Tu levas boa merenda, ou,
Queridinha regalada,
Ora dá-lá-dou.

- Óh Ai iça,
Eu levo pão com chouriça, ou,
Queridinha regalada,
Ora dá-lá-dou.

- Óh Ai ado,
Tu levas o teu namorado, ou,
Queridinha regalada,
Ora dá-lá-dou.

- Óh Ai ós,
Tu podes vir para ao pé de nós, ou,
Queridinha regalada,
Ora dá-lá-dou.

- Óh Ai ado,
Tenho de ir a ter ao gado, ou,
Queridinha regalada,
Ora dá-lá-dou.

- Óh Ai anha,
Então até amanhã, ou,
Queridinha regalada,
Ora dá-lá-dou.

(Canção característica dos pastores de Vinhais)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Aqui, aqui, aqui

Aqui, aqui, aqui,
Aqui é que eu quero estar,
Ao lado do meu amor,
Toda a noite a namorar.

Toda a noite a namorar,
Toda a noite a dar paleio,
É um regalo andar,
Com o meu amor ao passeio.

Com meu amor ao passeio,
Com o meu amor a passear.
Aqui, aqui, aqui,
Aqui é que eu devo estar.

Estou aqui neste terreiro,
O orvalho a cair,
Por mais que o orvalho caia,
Do terreiro não me hei-de ir.

Aqui, aqui, aqui,
Aqui é que eu quero estar,
Ao lado do meu amor,
Toda a noite a namorar.

Toda a noite a namorar,
Toda a noite a dar paleio,
É um regalo andar,
Com o meu amor ao passeio.

Com meu amor ao passeio,
Com o meu amor a passear.
Aqui, aqui, aqui,
Aqui é que eu devo estar.

Estou aqui neste terreiro,
O orvalho a cair,
Por mais que o orvalho caia,
Do terreiro não me hei-de ir.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ora anda desanda

Alumia-me ò candeia,
Ora anda desanda,
Que me quero ir deitar.
Já é de noite,
Já faz luar,
Óh meu amorzinho,
Eu hei-de te amar.
Sem torcida e sem azeite,
Ora anda desanda,
Como te hei-de alumiar.
Já é de noite,
Já faz luar,
Óh meu amorzinho,
Eu hei-de te amar.
Alumia-me óh candeia,
Ora anda desanda,
Até à rua d´além.
Já é de noite,
Já faz luar,
Óh meu amorzinho,
Eu hei-de te amar.
Que dali para diante,
Ora anda desanda,
Já me alumia meu bem.
Já é de noite,
Já faz luar,
Óh meu amorzinho,
Eu hei-de te amar.
Alumia-me óh candeia,
Ora anda desanda,
Até à rua do freixo.
Já é de noite,
Já faz luar,
Óh meu amorzinho,
Eu hei-de te amar.
Que me quero despedir,
Ora anda desanda,
Do amor que ali deixo.
Já é de noite,
Já faz luar,
Óh meu amorzinho
Eu hei-de te amar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Cigano

Cigano, lindo cigano,
Cigano, lindo meu bem.
Lá vai o cigano preso,
Sem roubar nada a ninguém.

Sem roubar nada a ninguém,
Sem roubar coisa nenhuma!
Foi por levar um acorda,
Na ponta tinha uma mula.

A corda puxava a mula,
A mula, puxava o trem.
Lá vai cigano preso,
Sem roubar nada a ninguém.

Eu hei-de ir com a cigana,
Com a cigana eu hei-de ir,
A cigana, pede, pede,
E eu também quero pedir.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Salgueiro Verde Salgueiro

Eu não sei, se andarei segura,
De noite pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde Salgueiro,
Folhas tem cento e uma,
Eu não sei se andarei segura,
De noite pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e duas,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e três,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e quatro,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e cinco,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e seis,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Estou casado há seis dias


Ele: Estou casado há seis dias,
Quem me dera já solteiro!
O diabo da mulher,
Só pergunta por dinheiro!
Não me tivesse eu casado,
Sem me considerar primeiro!

Ela: Já te aborreces de mim,
Estás casado há seis dias!
Não me falavas assim,
Quando contentar-me querias!
Só quero que me faças,
Tudo que me prometias.

Ele: Não me lembro de prometimentos!
Nem coisa que eu possa dar-te,
Jurei querer-te bem,
Ser leal, e adorar-te,
Desde o dia que te recebi,
Para nunca mais deixar-te.

Ela: Não me deixas porque não podes!
Já te achas arrependido,
Pois a mim pouco me importa,
Pois já é tempo perdido.
Domingo vou ao passeio,
Eu preciso de um vestido!

Ele: Hora esta é que está torta,
Começa a mulher pedindo,
Ainda há pouco te dei um,
O dinheiro vai fugindo!
Eu acho melhor,
Que esperes para o outro domingo.

Ela: Eu quero um vestido chique,
Que eu dele sou merecedora,
Se o senhor não tem dinheiro,
Eu não sou a causadora!
Então para que eu me casei?
Se não para ser uma senhora!

Ele: Ora esta é que é uma gaita,
Vestido sobre vestido,
Ora eu é que fui um tolo,
Tomar para mim este castigo!
Julgava que o casar era doce,
Bem azedo me tem saído!

Ela: Eu preciso de umas botinhas,
É o ultimo pedido,
Se você não me as há-de comprar,
Antes de vir o vestido,
Já não lhe peço mais nada,
Para não se zangar comigo.

Ele: Já estou mais contente,
Já me não pedes mais nada,
Vou-te comprar as botinhas,
Para ver se ficas calada!
Se assim fosses sempre,
O cofre pouco durava!

Ela: Esquecia-me outra coisa,
Que estava sem te pedir,
O chapéu que é muito antigo,
Já pouco pode servir,
Quero um chapéu mais moderno,
Para ninguém de mim se rir!

Ele: Não estou a gostar disto!
Disseste que não pedias mais nada,
Tudo o que pediste te dei,
Ainda o chapéu te faltava,
É a ultima despesa,
Podes ficar descansada.

Ela: Falta-me o leque e as luvas,
Se o senhor não mas quiser dar,
Perca lá o cuidado,
Depressa as hei-de arranjar,
Depois não se queixe de mim,
Se ao respeito lhe faltar!

Ele: Oh barata dos infernos,
Muitos demónios te carreguem,
As mulheres todas são santas,
Enquanto as não recebem,
Depois de um homem estar casado,
É aguentar e cara alegre!

Ela: Tenha cuidado no que está a dizer,
Eu não estou para o aturar,
Você queria ter mulher,
E não queria gastar!
Você tem que me oferecer,
Tudo o que eu precisar!


Silvana Fernandes

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Mulher assassina

Ela era do Pinheiro velho,
Vinhais era o seu concelho,
Enterrou uma criancinha viva,
Sem temer a Deus, nem medo!

Ela vivia em Bragança,
Mas lá fora da cidade,
Ela matou seu filhinho,
Com vinte e oito meses de idade!

Tinha vinte e oito meses,
Ele já falava bem!
Naquele mesmo momento,
Não me deixes aqui mãe!

Eles tinham mau coração,
Não aceitaram seus pedidos,
Deitaram-lhe pedras em cima,
Até aos últimos suspiros!

Então um dia as vizinhas,
Sem nada desconfiar,
Que fizeste ao teu menino,
Não se vê na rua a brincar!?

O meu menino não está mal,
O meu menino está bem,
Levei-o ao Pinheiro velho,
A casa da minha mãe!

Então um dia a avozinha,
Ela sem nada saber,
Dá beijinhos ao meu netinho,
Tenho vontade de o ver!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Todo o Homem que pensar em casar

Todo o homem que pensar em casar,
Veja primeiro o que faz,
Seja um Às!
Nem que ande um ano a escolher,
Nunca lhe chega a aparecer,
Mulher alguma capaz:
Ildas são patetas,
Marias rugosas,
Margaridas são pretas,
Armindas mucosas,
Palmiras taradas,
Rosas malcriadas,
Lídias caloteiras,
Fernandas caretas,
Evas são marrequas,
Luísas matreiras,
Carolinas e Julietas são forretas,
Deolindas e Iolandas são manhosas,
Teresas mal-encaradas,
E Júlias desgovernadas,
Albertinas são gulosas,
Emílias ciumentas,
Lauras sabichonas,
E Laras rabugentas!
Zulmiras feiosas,
Adélias traiçoeiras,
Amélias feiticeiras,
Olindas gulosas,
Augustas trocistas,
Marianas chupistas,
E Cândidas mentirosas,
Antónias e Serafinas atrevidas,
Conceições e Clementinas são traquinas,
Lucílias são borrachonas,
Etelvinas toleironas,
E Adelaídes são ladinas.
Estas que falei,
Não são as melhores,
Pois as que deixei,
Ainda são piores!
Vivem regaladas,
Muito bem pintadas,
Parecem alguém.
O pobre marido,
Muito mal vestido,
Nem sapatos tem!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

O mandrião

Diz a mulher para o homem:
Ela: - Marido vai trabalhar!
Tu vai ganhar o pão,
Para nossos filhos criar.
Ele: - Cala-te minha mulher,
Não me estejas a apoquentar!
Não vês que a chuva é tanta,
E não se pode trabalhar.
Ele: - Está a chover tanto,
Eu não posso trabalhar!
Deixa vir o tempo bom,
Que o pão, eu irei ganhar.
Ela: - Marido vai trabalhar,
Não sejas tão mandrião!
Não vês que na nossa casa,
Não há um cibo de pão!
Ele: - Se não te calas mulher,
Levas já um bofetão!
Eu sempre fui trabalhador,
Amigo de ganhar o pão!
E tu óh má mulher,
És a minha perdição!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

António e Leonor

António que levou para a guerra,
Um pombo-correio encantador!
Para levar as notícias para a terra.
Á sua noiva e amada Leonor!

Na hora da partida, o juramento:
Jurou-lhe de ser dele até à morte,
Na hora de Deus e de tormento,
Jurando disse Deus te dê boa sorte!

Um dia estando ele muito disposto,
Beijando o retrato dela que entendia,
Quando lhe cai, aos pés o pombo morto,
Com um simples bilhete que dizia:

Ela: Quebrei meu juramento eu bem sei,
Mas tu não voltes mais à nossa terra,
Esquece-te de mim, que eu já casei!
Bem feliz sejas, tu ai na guerra.

António gargalhou palidamente,
Cheio de raiva e de dor,
Pôs ao peito, o fogo heroicamente,
Morreu a chamar por Leonor.

sábado, 9 de abril de 2016

Estou cheia de procurar

Ela - Estou cheia de procurar,
Até que por fim, apareceu!
Só quero que me diga,
Se sabe o que prometeu.
Porque foge assim de mim,
Diga o mal que lhe fiz eu!

Ele - Pergunta-me quanto eu te devo,
Para assim ser perseguido,
Eu ando por onde eu quiser,
Ninguém tem nada comigo!
Eu cá aturar mulheres,
Será um grande castigo!

Ela - Chama-lhe agora castigo,
Eu é que estou castigada,
O tempo em que eu era um anjo,
Como você, me chamava,
Não tinha tanto defeito,
Nem era tão desprezada!

Ele - Não eras, tão desprezada,
Não há mal que sempre dure,
Ao homem tudo lhe é dado,
Por mais, que prometa e jure.
Eu cá aturar mulheres,
Quem as tem que as ature!

Ela - Talvez não lhe calhe assim,
Talvez terá de aturar,
Iludiu-me enquanto pode,
Tudo só para me enganar!
Se você não casar comigo,
Agora vou-me queixar!

Ele - Faz as queixas que quiseres,
Que ades ter bom resultado,
O maior gosto que tenho,
É não te ter difamado.
Publica a tua vida,
Qua ades ter bom resultado.

Ela - Tu queres que agora encubra,
Coisa que não pode ser,
O povo fala de mim,
A barriga está a crescer!
Quando o meu pai souber,
Onde eu me hei-de esconder?

Ele - Esconde-te mesmo em casa,
Que um pai tudo esquece,
Não és a primeira filha,
Que tal coisa lhe acontece!
O ódio de pai e mãe,
Em pouco tempo se esquece.

Ela - Não é um pai como eu tenho,
Que perdoa, tais castigos.
Muito meigo e caprichoso,
Respeitado por bons amigos,
Antes eu quero morrer,
Que isto lhe chegue aos ouvidos!

Ele - Pois faz lá o que quiseres,
Eu por mim, nada farei,
Foi gosto de nós dois,
Tu gostaste e eu gostei!
Não tinha mais que te dar,
Tudo que tinha te dei.

Ela - Não te estou a procurar,
Agora temos que as ter,
Soubeste o mal que fizeste,
Cumpre agora o teu dever!
Eu deito-me da ponte a baixo,
Se tu não me receberes!

Ele - Cuidado no que vais fazer,
A ponte tem muita altura,
Do dizer, para o fazer,
Muda muito de figura!
Não precisas para morrer,
De uma tão funda, sepultura!

Ela - Julgas que não sou capaz,
De me deitar a afogar?
Espera mais um mês ou dois,
Se te queres desenganar!
Alguém deixará escrito,
Cartas que te vão condenar!

Ele - Isso não o quero eu!
Prometo casar contigo!
Espera mais um mês ou dois,
Que ainda não estou prevenido!
Se o teu pai o souber,
Faça as contas comigo!

Ela – Nada mais estou a temer,
Quando o meu pai o souber!
Pois como tenho a certeza,
Que vou ser tua mulher,
Com coragem e paciência,
Sofrerei quanto puder!

Ele - Não temos mais que falar,
Temos tudo combinado,
Eu juro ser teu marido,
Brevemente serei casado!
Tens pai para dar ao filho,

No dia do baptizado!

segunda-feira, 14 de março de 2016

Laurinha do Cruzeiro

A Laurinha do cruzeiro,
Toca melhor que um gaiteiro,
Flauta lisa e trompete!
Á dias foi apanhada,
Em fraldinhas de camisa,
A tocar clarinete!

Um dia disse-lhe à mãe:
- Que linda embocadura tem,
Sua Laurinha de Matos!
Toca pífaro e concertina,
Também toca ocarina,
Toca bombo e bate pratos!

Há dias foi convidada,
Para tocar numa tourada,
Onde havia grande chinfrim!
Ao virar numa esquina,
Tira a mão da concertina,
Põe-se a tocar flautim!

Chegou então o saloio,
Deitou-lhe as mãos ao harmónio,
Mas com uma grande pinta!
Vejam então que disparate!
Vá lá apalpar os tomates,
Que você já tem na quinta.
Destinos

Numa aldeia Alentejana,
Onde o sol faz maravilhas,
Uma formosa cigana,
Teve a maior dor humana,
E deu à luz duas filhas.

Ambas de rosto divino,
Muito iguais fisicamente,
De olhar doce e peregrino,
Por capricho ou destino,
Tiveram sorte diferente!

Pobre vítima do amor!
Que nunca se julga farto,
Espalhou no mundo horror,
Após uma imensa dor,
Tombou-a morreu do parto!

O prior da freguesia,
Velhinho de alma bondosa,
Baptizou-as certo dia,
A uma pôs Rosa Maria,
À outra Maria Rosa.

Rosa Maria pastora,
Ficou junto do rodil,
Muito pobre e sonhadora.
Enquanto a outra, uma senhora,
Levou-a para o Brasil.

O Padre da freguesia,
Velhinho de alma piedosa,
Disse à Rosa Maria:
- Recebi com alegria,
Carta da Maria Rosa!

Depois da carta ouvir ler,
A pobre Rosa Maria,
As mãos à carta deitou,
Em pedaços a rasgou,
Mesmo ali na sacristia.

- Meu Deus para quê tanta maldade!
- Tu não tens religião,
Diz o padre: - és invejosa!
-Tens ódio à Maria Rosa,
- Porque ela é rica e tu não!

Ajoelha a moça a tremer,
- Perdão bom padre, se eu pequei!
- Eu não me pude conter,
- Porque ela sabe escrever,
- Meu bom padre eu não sei!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O Ceguinho

Aquele ceguinho que há pouco,
Além visto assentado,
Alberga no seu peito,
Um tão terrível desgosto.

Diz que à mãe lhe jurara,
Ao ser mobilizado,
Que nunca desertaria,
Uma vez do seu posto.

Mas ao chegar à frente,
Sentiu forte saudade!
De voltar à terra,
Por ter amor à vida!

Ele caminhar, caminhou,
Em direcção ao lar,
Mas quando lá chegou,
Já era muito tarde.

Bateu, bateu à porta,
Ouviu sua mãe bradar,
- Aqui não tem guarida,
Um filho que é cobarde!

Disse ele: - Óh minha mãe,
Eu desertei da guerra,
Só para a vir beijar,
Eu quebrei minha jura!

A mãe lhe respondeu:
- Morto sejas, na serra!
Pelos lobos que há pouco,
Andavam na planura.

Partira sorridente,
Para os campos da batalha.
Mas dois anos depois,
Voltou ceguinho à terra.

E ao abraçar a mãe,
Mostrou-lhe uma medalha,
E a mãe chorou ao ver,
No peito a cruz da guerra.

Mas ao abraçar a mãe,
Mostrou-lhe um medalha,
E a mãe chorou ao ver,
No peito a cruz da guerra.