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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Participação no dia Aberto da Escola Augusto Moreno 
                                          - Atelier de danças e cantares regionais-

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Barreiras Arquitectónicas

Boa noite meus senhores,
Vou agora começar,
É da minha obrigação,
A todos cumprimentar.

Em versos eu vou falar,
Nesta nossa actividade,
Nas barreiras arquitectónicas,
Que abundam nesta cidade.

Da minha casa à escola,
Cinco barreiras encontro,
Umas bem perto das outras,
As quais me deixam tonto.

Mal ponho o pé no passeio,
Encontro uma varanda,
Impedindo a mobilidade,
A quem no passeio anda.

Essa enorme barriga,
No passeio fica mal,
São obras dos engenheiros,
Que temos em Portugal.

Mandei lá uma testada,
Fui parar ao Hospital,
Andei com um galo na testa,
Cantava cócórocó mal.

O galo cantava mal,
Sua voz não tinha tom,
Se o engenheiro ouvisse,
Ficava com um grande melão.

Encontro gordas barrigas,
Buracos, alguns magriços,
Passadeiras sem semáforos,
Carros, caixotes do lixo.

Quando chega o calor,
Estendem-se as esplanadas,
Perco-me no meio delas,
A baterem patas cruzadas.

Falei de algumas barreiras,
Mas ainda há muitas mais,
Das que eu tenho mais medo,
São das barreiras sociais.

Acreditem que é verdade,
Amigos não vos engano!
Tudo isto acontece,
No dia-a-dia ao Luciano.

Despedida, despedida,
Eu despeço-me a cantar,
Boa sorte para todos,
E passeios livres para andar.

Ferreira Augusto

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Modernização da Industria


No século dezoito começou,

A revolução industrial,

Só no século dezanove,

Ela chegou a Portugal.


Estava muito atrasada,

A industria portuguesa,

Continuava à espera,

Da ajuda inglesa.


Modernizaram as industrias,

De linho, lã e algodão,

Papel, tabaco e conservas,

Sofreram modernização.


Porto, Braga e Guimarães,

Industrias têxteis e fiação,

Para sul junto ao Barreiro,

Metalurgia e fundição.


Em Lisboa se fundaram,

Fábricas de fiação,

Farinha, azeite e bolacha,

Tabaco, papel e sabão.


Alteraram-se as paisagens,

Daquelas redondezas

As chaminés eram altas,

Como as torres das igrejas.


O fumo das chaminés,

E a fornalha sempre acesa,

Trouxeram a poluição,

Ao verde da natureza.


A fabrica se instalou,

Junto do Litoral,

O Interior continuou,

A produção artesanal.


Construíram-se oficinas,

Onde os artesãos trabalhavam,

Belos artigos de luxo,

As suas mãos modelavam.


Com esta revolução,

Pensou-se em produzir mais,

Mas Portugal precisava,

De engenheiros e capitais.


Com a máquina a vapor,

Deu-se uma explosão,

Desenvolveu-se a industria,

Houve modernização.


A máquina a vapor,

Empregue na fiação,

Permitia aumentar,

Rapidamente a produção.


Na produção industrial,

Usava-se maquinaria,

Panos finos, e cobertores,

Essa máquina produzia.


A máquina produzia,

Artigos em quantidade,

Primavam pelo lucro,

E não pela qualidade.


As máquinas desse tempo,

Não tinham segurança,

Houve muitos acidentes,

Morreram muitas crianças.


Também morriam mulheres,

Muitos homens descuidados,

Para manobrarem máquinas,

Não estavam preparados.

Ferreira Augusto