APRESENTAÇÃO DO LIVRO "DICIONÁRIO DE PALAVRAS SOLTAS DO POVO DO POVO TRANSMONTANO" E ATUAÇÃO DO GRUPO DE CANTARES DE ANTANHO NO 102º ANIVERSÁRIO DO MUSEU ABADE DE BAÇAL - BRAGANÇA
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Aqui, aqui, aqui
Aqui, aqui, aqui,
Aqui é que eu quero estar,
Ao lado do meu amor,
Toda a noite a namorar.
Toda a noite a namorar,
Toda a noite a dar paleio,
É um regalo andar,
Com o meu amor ao passeio.
Com meu amor ao passeio,
Com o meu amor a passear.
Aqui, aqui, aqui,
Aqui é que eu devo estar.
Estou aqui neste terreiro,
O orvalho a cair,
Por mais que o orvalho caia,
Do terreiro não me hei-de ir.
Aqui, aqui, aqui,
Aqui é que eu quero estar,
Ao lado do meu amor,
Toda a noite a namorar.
Toda a noite a namorar,
Toda a noite a dar paleio,
É um regalo andar,
Com o meu amor ao passeio.
Com meu amor ao passeio,
Com o meu amor a passear.
Aqui, aqui, aqui,
Aqui é que eu devo estar.
Estou aqui neste terreiro,
O orvalho a cair,
Por mais que o orvalho caia,
Do terreiro não me hei-de ir.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Alumia-me ò candeia,
Ora anda desanda,
Que me quero ir deitar.
Já é de noite,
Já faz luar,
Óh meu amorzinho,
Eu hei-de te amar.
Sem torcida e sem azeite,
Ora anda desanda,
Como te hei-de alumiar.
Já é de noite,
Já faz luar,
Óh meu amorzinho,
Eu hei-de te amar.
Alumia-me óh candeia,
Ora anda desanda,
Até à rua d´além.
Já é de noite,
Já faz luar,
Óh meu amorzinho,
Eu hei-de te amar.
Que dali para diante,
Ora anda desanda,
Já me alumia meu bem.
Já é de noite,
Já faz luar,
Óh meu amorzinho,
Eu hei-de te amar.
Alumia-me óh candeia,
Ora anda desanda,
Até à rua do freixo.
Já é de noite,
Já faz luar,
Óh meu amorzinho,
Eu hei-de te amar.
Que me quero despedir,
Ora anda desanda,
Do amor que ali deixo.
Já é de noite,
Já faz luar,
Óh meu amorzinho
Eu hei-de te amar.
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
Capítulo 30:
A União Dinástica
Longe,
longe, ficava a Índia,
Difícil de
governar,
Havia muitos
naufrágios,
Muitos
piratas no mar.
O comércio
das especiarias,
Começava a
fracassar,
Havia
corrupção,
Em quem
estava a governar.
Havia muitos
corsários,
Quer no mar,
quer na terra,
Muitos deles
ao serviço,
Da Rainha de
Inglaterra.
No fundo do
oceano,
Repousa
alguma riqueza,
Dos barcos
que afundou,
A pirataria
inglesa.
No fundo do
oceano,
Existe muita
riqueza,
Difícil de
encontrar,
Tal é sua
profundeza.
O corsário
Francis Draik,
Muito barco
assaltou,
Por ser
astuto e corajoso,
Seu nome na
história ficou.
O Rei Dom
João Terceiro,
Possuía
enorme riqueza,
Mas no fim
do seu reinado,
Mostrou
alguma fraqueza.
Quando
morreu Dom João,
Estava o
reino decadente,
Pois tinha
entrado em crise,
O comércio
do Oriente.
Subiu ao
trono seu neto,
O jovem Dom
Sebastião,
Que
procurava riqueza,
E também
afirmação.
À frente de
um exército,
Vai o jovem
Sebastião,
Apoiado pela
nobreza,
Para a sua
perdição.
Foi para
Alcácer-Quibir,
A onde foi derrotado,
Nunca mais
ninguém o viu,
Ficou o Rei
desejado.
O cardeal
Dom Henrique,
Homem, culto
da religião,
Era tio e avô,
Do Rei Dom
Sebastião.
Dois anos
ele governou,
O Reino de
Portugal,
Ao cabo
desses dois anos,
Morreu
também o Cardeal.
Não havia sucessor,
Ao trono de
Portugal,
Apareceram
três candidatos,
Parentes do
Cardeal.
Filipe Rei
de Espanha,
Catarina de
Bragança,
António
Prior do Crato,
Fizeram
grande festança.
Filipe Rei
de Espanha,
Possuía
grande riqueza,
Logo recebeu
o apoio,
Do clero e
da nobreza.
Filipe
invadiu Portugal,
Prior do
Crato derrotou,
Em mil
quinhentos e oitenta e um,
Rei de
Portugal, se intitulou.
Nas cortes
de Tomar,
Promessas
fez mais de mil,
Que sempre
defenderia,
Timor,
Angola e o Brasil.
Que sempre
respeitaria,
A Língua
Portuguesa,
Os usos e os
costumes,
Os cargos e
a moeda.
Tivemos
sessenta anos,
Sob o
domínio Filipino,
Mas com Dom
João Quarto,
O caso piou
mais fino.
Os Filipes
não eram nossos,
Eles eram
Castelhanos,
Durante
sessenta anos,
Provocaram
muitos danos.
Praticaram
injustiças,
Contra a
gente Portuguesa,
Levados pela
cobiça,
De toda a
nossa riqueza.
Lançaram
altos impostos,
Os cargos
não eram dados,
Para guerras
e batalhas,
Nossos
homens eram levados.
Muitos
homens portugueses,
Os Filipes
recrutavam,
Muitos
navios e armas,
Para as
guerras levavam.
As colónias
Americanas,
Deixaram de
ser protegidas,
As promessas
de Tomar,
Deixaram de
ser cumpridas.
Deixaram de
proteger,
As colónias
Portuguesas,
Franceses e
holandeses,
Roubavam
nossas riquezas.
Fizeram
várias revoltas,
Contra o
poder Filipino,
No porto as
maçarocas,
Em Évora o
Manuelinho.
Filipe
Quarto o grande;
Filipe
Segundo o prudente,
Filipe
Terceiro o Pio,
Não foi um
Rei inteligente.
Ferreira
Augusto
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Capítulo 29:
A Arte Manuelina
Na época Renascentista,
No Continente Europeu,
Imitaram-se os Clássicos,
Essa arte renasceu.
Leonardo e Rafael,
Miguel Ângelo e Bramante,
Imitaram os Clássicos,
Óh que arte tão brilhante.
Apareceu em Portugal,
Uma arte nova e fina,
Ligada à expansão,
Era a arte Manuelina.
A arte Manuelina,
É visível, na ourivesaria,
Também na arquitectura,
A arte Manuelina,
Nos Jerónimos se pode achar,
Também no convento de Cristo,
Na cidade de Tomar.
A arte Manuelina,
No mar foi inspirada,
Com conchas, cordas e algas,
Foi esta arte decorada.
A arte Manuelina,
Foi inspirada no mar,
Usa sempre a Cruz de Cristo,
E a esfera armilar.
A arte portuguesa
Era de um estilo fino,
Conhecido em todo o Mundo,
Como estilo Manuelino.
Nas terras que conquistamos,
Esta arte se ergueu,
A arte Manuelina,
Ainda hoje não morreu.
A arte Manuelina,
Uma arte colossal,
É uma arte bonita,
Teve origem em Portugal.
Ferreira Augusto
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