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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010


TIC

Tantos meios, tantos meios,
Tantos meios de comunicação,
Alguns deles estão patentes,
Nesta nossa exposição.

Tiveram o seu valor,
Em tempos que já lá vão,
Serviram para comunicar,
Hoje nesta sala estão.

Nos inícios dos anos vinte,
Do século que já passou,
Para servir uma elite,
A Rádio se inventou.

A Rádio apenas servia,
Uma elite cultural,
Com o decorrer dos anos,
Tornou-se universal.

Há rádios nacionais,
Locais e de escola,
Transmitem muitas noticias,
Musicas e jogos de bola.

Mais tarde se inventou,
Também a Televisão,
Com ela veio a imagem,
Que grandiosa invenção!

Foi nos anos sessenta,
Que a Portugal chegou,
Quanta dor, quanta confusão,
No seio da família causou.

Antigamente este povo,
Fazia alto serão,
Hoje apenas está com o olho,
Junto da televisão.

Descobriu-se o Telefone,
Com fios, para falar,
Quanta palavra bonita,
Havia para escutar.

Era bonito, era agradável,
O auscultador levantar,
Mais bonito era ouvir,
A voz de um amigo falar.

Inventou-se o Telemóvel,
Este aparelho moderno,
Permite mandar mensagens,
Para o meio do “inferno”!

Hoje andam grilos no bolso,
Sem fios para ligar,
São pequenos são cómodos
E servem para comunicar.

A Maquina da Tilografia,
Outrora teve valor,
Hoje está no sótão arrumada,
Culpa do Computador.

O Computador fez história,
No guardar e no escrever,
Mas quando falha a memória,
Tudo se pode perder.

Chegou a Internet,
Com este invento ninguém sonhou,
Pois o raio da Internet,
A vida facilitou.

Através da Internet,
Enganam-se clientes,
Professores e doutores,
Estudantes e adolescentes.

Cuidado com a Internet,
Seus riscos pode trazer,
Pode enganar à distância,
Leva milhões a perder.

As novas tecnologias,
De Informação e Comunicação,
Facilitaram a vida,
Ao mais pobre cidadão.

Divulgam, levam a cultura,
Ao mais pobre cidadão,
Foi com o decorrer dos tempos,
Que houve esta evolução.

Ferreira Augusto

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


O SAME


O Same é um tractor,
Para rasgar o duro chão,
Não há outro como ele,
Cá para trás do Marão.

Há lavradores que lavram,
Com vacas, bois e jumentos.
Como podem estes homens,
Aumentar estes rendimentos?

Há lavradores no nordeste,
Com baixa produção,
Só por não terem ainda,
Tractores Same à mão.

Os campos do nordeste,
São duros, posso dizer,
Marcam a força do Same,
São mais fáceis de revolver.

O Same é um tractor,
Muito forte e poderoso.
Não há outro que o torça,
Mesmo quando ele for idoso.

Vai aos vales e montanhas,
Aos cabeços e às ribeiras.
Transporta lenha e castanhas,
Pedra, terra e madeiras.

Não lavres mais lavrador,
Com as vacas coitadinhas!
Lavra mais este tractor,
Que três juntas de vaquinhas.

Lavradores que eu conheço,
Não querem acreditar,
Quando lhe falo no preço,
Que eles têm de pagar.

É um tractor excelente
Para estes solos lavrar.
Quem o tem está bem contente,
Nunca imaginou sonhar.

A terra dura revolve,
A seca e a molhada,
Muita gente se comove.
Ao vê-lo passar na estrada.

Enquanto lavra a pedra dura,
Ganha a massa para se pagar,
A lei dos três anos perdura,
Para quem o quer comprar.

Quem quiser comprar, que compre!
Eu já estou remediado,
Já comprei um tractor Same,
Tractor bem ao meu agrado.


Ferreira Augusto
As Brasileiras contra atacam…

Casadas falais de nós,
Nós não chamamos ninguém,
Se de nós tendes inveja,
Como nós fazei também.

Não fiqueis preocupadas,
Que eles não apanham a sida!
Eles trabalham vestidos,
Não se esquecem da camisa.

Nós viemos do Brasil,
Para aqui ganhar a vida,
Temos filhos no Brasil,
Há espera de comida.

Para ganharmos a vida,
Nós vergamos bem a mola,
Se quereis nosso trabalho,
Entrai para a nossa escola.

“Mães casadas de Bragança”,
Não aprenderam a sambar,
Entrai para a nossa escola!
E ireis ver que ides gostar.

Para dançar o samba,
É preciso ter jeitinho,
Dançai de pé e deitadas,
Há que abanar o rabinho!

Ferreira Augusto.

Quis ir a elas...

Quis ir a elas, porque eram estrangeiras,
Queria saber se a fruta era diferente!
Entrei na sala apareceram as brasileiras,
Fruta gostosa vinda de outro continente.

Quis ir a elas, porque eram atraentes,
Eram jeitosas tinham corpo delicado,
Quando passavam com a ssaias transparentes,
Tinha desejos, ficava logo excitado.

Quis a elas, porque também sou maluco,
Minha mulher não compra a fruta tropical,
Fui ao caixote e escolhi a de Pernambuco,
Fruta gostosa igual à de Portugal.

Ferreira Augusto.
Estalabronca

Estalabronca na cidade de Bragança,
Por causa das meninas brasileiras,
Que roubaram os marido às casadas,
E limparam-lhe o dinheiro das carteiras,

As meninas que chegaram a Bragança é que são!
As mais bonitas e puras donzelas,
Seduziram os homens da região,
Noite e dia a fazer amor com elas.

As casadas que estavam bem servidas é que foram!
Fazer queixinhas à televisão,
Que ficarão sem os seus maridos,
Andam aflitas,
Com enorme comichão.

Estalabronca e a notícia vai no ar,
Esta notícia nos jornais é liderança,
Não ha mulheres que deiam tantao que falar,
Como as meninas que chegaram a Bragança.

Ferreira Augusto

Quem tramou as brasileiras

Há cidade de Bragança,
Chegaram as brasileiras,
O trabalho que elas fazem,
É limpeza nas carteiras.

Limpam carteiras e petos,
Onde há dinheiro xurudo,
Essas meigas brasileiras,
Fazem limpeza em tudo.

Há cidade de Bragança,
Chegaram moças jeitosas,
Trabalham bem na limpeza,
Não são nada escrupulosas.

As jeitosas vão limpando,
Pequenos industriais.
Trabalham ao desafio,
Para ver quem limpa mais.

Atravessaram o mar,
Num voo longo e secreto.
Ao chegarem a Bragança,
Já tinham emprego certo.

Atravessaram o mar,
Essas estrelas brilhantes.
Na cidade de Bragança,
São esposas são amantes.

Quatro mulheres mal amadas,
Mães casadas, mães solteiras,
Foram à televisão,
A malhar nas brasileiras.

Quatro mulheres mal amadas,
Foram à televisão,
Dizendo que os seus maridos,
Não dormiam em casa não!

Quem tramou as brasileiras?
Quatro mulheres mal amadas,
Foram dizer à SIC,
Que não eram consoladas.

Ferreira Augusto

Versos sobre o Lar da Terceira Idade

No Lar da Terceira Idade,
Vejo sofrer tanta dor,
Rostos velhos sem maldade,
Precisam de muito amor.

Altos castelos caídos,
Pelo tempo derrubados,
Choram suspiros perdidos,
Por estes bancos sentados.

Tanta lágrima caída,
Aqui eu ouço chorar,
P´ra esquecer a triste vida,
Alguém se põe a cantar.

O passado tão distante,
Recordam de vez em quando,
Uma saudade constante,
Aos poucos os vai matando.

Este branco que se vê,
Na cabeça da velhice,
Muitas vezes é saudade,
Do tempo da meninice.

Ferreira Augusto
O grande convívio de Carbiçãis

Dia vinte e dois de Outubro,
Na memória vai ficar.
Nas páginas da nossa história,
Para sempre vai perdurar.

Vais ficar na memória,
Dos amigos do coração.
Foi mais uma vitória,
Do bom dia tio João.

As vitórias só são ganhas,
Quando existe união.
Esta batalha foi ganha,
Com grande satisfação.

Este dia maravilhoso,
Que acaba de acontecer
É marco cronológico,
Que ninguém deve esquecer.

A história se vai fazendo,
Com grandes acontecimentos,
Que o historiador vai escrevendo,
Ao longo dos séculos e tempos.

A história, sempre se fez,
Com factos do passado.
Em Carbiçãis, mais uma vez,
O acto foi consumado.

A batalha foi ganha assim.
Sem ódio, sem rancor.
Neste bonito jardim,
Houve carinho paz amor.

Foi pura realidade,
O que se viu nessa terra,
Com carinho e amizade,
Vencemos amis um guerra.

Sem balas, arma e tiro,
Esta batalha foi vencida,
Houve lágrimas, houve suspiros,
Que dão à família mais vida.

Se não fosse a tia Alice,
Eu não estaria presente.
Muito amor ainda existe
Na alma de tanta gente.

Lindo povo de Candoso,
Onde brilha muito amor.
É o povo mais formoso,
Que existe em Vila Flor.

Tia Alice e tio João,
Um casal exemplar,
De candoso, a Nuzedo vão,
Para eu à festa não faltar.

Tanta, tanta generosidade,
Têm estes dois amigos,
Por eles, sinto saudade4s,
Por mim não são esquecidos.

Estes versos lhe ofereço,
Por serem tão bons amigos,
Eu deles não me esqueço,
E também do senhor Domingos.

A todos eu agradeço,
Aos que esta ideia tiveram,
Para mim tem alto preço,
Aquilo que comigo fizeram.

A festa também foi para mim,
Apesar de eu não estar doente,
Sinto honra em ser assim,
Eu não quis ser indiferente.

Tanto tio, tanta tia,
Nesse dia conheci,
No auge de tanta alegria,
Felizes momentos vivi.

Tantos abraços e beijos,
Nessa festa recebi,
Por entre suspiros e gracejos,
A minha missão cumpri.

Prós amigos do coração,
Que estiveram em Cabiçãis,
Vai um grande abração,
Do Luciano de Vinhais.

Ferreira Augusto