O Magusto na Adega do Martinho (amigo Emídio Galvão), em Milhão no dia 12 de novembro com direito a animação do Luciano e dos Gaiteiros da Lombada :)
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Salgueiro Verde
Salgueiro
Eu não sei, se andarei segura,
De noite pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde Salgueiro,
Folhas tem cento e uma,
Eu não sei se andarei segura,
De noite pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e duas,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e três,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e quatro,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e cinco,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e seis,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Estou casado há seis dias
Ele: Estou casado há seis dias,
Quem me dera já solteiro!
O diabo da mulher,
Só pergunta por dinheiro!
Não me tivesse eu casado,
Sem me considerar primeiro!
Ela: Já te aborreces de mim,
Estás casado há seis dias!
Não me falavas assim,
Quando contentar-me querias!
Só quero que me faças,
Tudo que me prometias.
Ele: Não me lembro de prometimentos!
Nem coisa que eu possa dar-te,
Jurei querer-te bem,
Ser leal, e adorar-te,
Desde o dia que te recebi,
Para nunca mais deixar-te.
Ela: Não me deixas porque não podes!
Já te achas arrependido,
Pois a mim pouco me importa,
Pois já é tempo perdido.
Domingo vou ao passeio,
Eu preciso de um vestido!
Ele: Hora esta é que está torta,
Começa a mulher pedindo,
Ainda há pouco te dei um,
O dinheiro vai fugindo!
Eu acho melhor,
Que esperes para o outro domingo.
Ela: Eu quero um vestido chique,
Que eu dele sou merecedora,
Se o senhor não tem dinheiro,
Eu não sou a causadora!
Então para que eu me casei?
Se não para ser uma senhora!
Ele: Ora esta é que é uma gaita,
Vestido sobre vestido,
Ora eu é que fui um tolo,
Tomar para mim este castigo!
Julgava que o casar era doce,
Bem azedo me tem saído!
Ela: Eu preciso de umas botinhas,
É o ultimo pedido,
Se você não me as há-de comprar,
Antes de vir o vestido,
Já não lhe peço mais nada,
Para não se zangar comigo.
Ele: Já estou mais contente,
Já me não pedes mais nada,
Vou-te comprar as botinhas,
Para ver se ficas calada!
Se assim fosses sempre,
O cofre pouco durava!
Ela: Esquecia-me outra coisa,
Que estava sem te pedir,
O chapéu que é muito antigo,
Já pouco pode servir,
Quero um chapéu mais moderno,
Para ninguém de mim se rir!
Ele: Não estou a gostar disto!
Disseste que não pedias mais nada,
Tudo o que pediste te dei,
Ainda o chapéu te faltava,
É a ultima despesa,
Podes ficar descansada.
Ela: Falta-me o leque e as luvas,
Se o senhor não mas quiser dar,
Perca lá o cuidado,
Depressa as hei-de arranjar,
Depois não se queixe de mim,
Se ao respeito lhe faltar!
Ele: Oh barata dos infernos,
Muitos demónios te carreguem,
As mulheres todas são santas,
Enquanto as não recebem,
Depois de um homem estar casado,
É aguentar e cara alegre!
Ela: Tenha cuidado no que está a dizer,
Eu não estou para o aturar,
Você queria ter mulher,
E não queria gastar!
Você tem que me oferecer,
Tudo o que eu precisar!
Silvana Fernandes
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Naquele
velho caminho
Naquele velho caminho,
Nasciam as violetas,
O seu aroma docinho,
Enfeitiçava os poetas!
Em tardes de primavera,
Ou pela manhã cedinho,
Gostava de ser quem era,
Ao passar nesse caminho.
Este espaço está triste,
As violetas morreram!
O caminho está triste,
Nele uma via fizeram!
Nele passam bicicletas,
Para trás e para a frente,
Saudades das violetas,
Agora o povo sente!
Caminho por lá sozinho,
Tristonho, ao fim da tarde,
Para lembrar o caminho,
E matar minha saudade!
Passeiam lá atletas,
Por desporto ou lazer,
O perfume das violetas,
Desapareceu ao nascer!
Não é castanho, é preto,
O chão do velho caminho,
Não esqueço o verde e o roxo,
Daquele velho caminho!
Passeiam por lá atletas,
Muitos filhos, muitos pais,
Mas as roxas violetas,
Morreram para nunca mais!
Ferreira Augusto
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Eu
subi à alta serra
Eu subi à alta serra,
Gritei ao povo em vão.
Vamos lá lavrar a terra,
Para não faltar o pão.
O povo, não quis ouvir,
O que eu estava a dizer,
Agora põe-se a pedir,
Pão fresco, para comer.
Tem fome e não tem pão,
O povo para comer,
Agora dá razão,
Ao que eu estava a dizer!
Á que pegar na enxada,
E lavrar o duro chão,
Semear trigo e cevada,
Para não faltar o pão!
O chão é muito duro,
A fome ainda é mais,
Neste tempo inseguro,
Há falta de cereais.
Já diz o velho ditado,
“Quem semeia sempre colhe”,
Lavra com o teu arado,
O povo não terá fome.
Ferreira Augusto
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