segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Ceia de Natal do SPZN - Bragança 2 de dezembro de 2016






CENTENÁRIO DO MUSEU ABADE DE BAÇAL - Grupo Cantares de Antanho
19 de novembro 2016







sábado, 26 de novembro de 2016

MAGUSTO NO MUSEU ABADE DE BAÇAL - NOVEMBRO 2016 - Cantares De Antanho















sexta-feira, 18 de novembro de 2016

O Magusto na Adega do Martinho (amigo Emídio Galvão), em Milhão no dia 12 de novembro com direito a animação do Luciano e dos Gaiteiros da Lombada :)




















terça-feira, 1 de novembro de 2016

Dom Dinis e suas obras

O rei Afonso Terceiro,
Esteve em França a estudar.
A Cultura Provençal,
Era-lhe familiar.

O Rei Afonso Terceiro,
Mandou vir para o País,
Escritores e poetas,
Que influenciaram Dom Dinis.

Dom Dinis o Rei poeta,
Filho do Rei bolonhês,
Decretou que os documentos,
Fossem escritos em Português.

Herdou o trono ainda novo,
Este Rei tão popular.
Para bem de todo o povo,
Começou a governar.

Em mil cento e noventa,
A universidade criou,
Quer em Lisboa, ou Coimbra,
A universidade se instalou.

Criou a universidade,
Desenvolveu a cultura.
Dom Dinis era técnico,
Em coisas da agricultura.

Chamaram-lhe o “lavrador”,
Por terras mandar lavrar,
O pinhal de Leiria,
Um dia mandou plantar.

Com Dom Dinis o Comércio,
Começou a florir,
Os pinhos davam madeira,
Para barcos construir.

Desenvolveu o comércio,
Protegeu os pescadores.
Dom Dinis também criou,
A “Bolsa de Mercadores”.

Dom Dinis criou leis,
Leis das amortizações,
Muitas terras ele doou,
Pelas pobres populações.

Muitas terras e courelas,
Que estavam abandonadas,
Distribuiu por moradores,
Das aldeias isoladas.

Criou muitas feiras francas,
De norte a sul do país,
Nenhum português esquece,
As obras de Dom Dinis.

Delimitou  as fronteiras,
Do solo  que hoje é Portugal.
Dom Dinis foi um bom monarca,
Não tivemos outro igual.

O Rei Afonso décimo,
Em Castela residia,
Ao seu neto Dom Dinis,
O Algarve doaria.

O Rei Afonso décimo,
Era avô de Dom Dinis,
Foi Sábio e poeta,
Viveu um tempo feliz.

O Rei Afonso Décimo,
Homem, culto, homem cristão,
Desenvolveu a cultura,
Desde Castela a Aragão.

Escreveu cantigas de amigo,
Escárnio e mal dizer,
Escreveu tudo em Castelhano,
Para nada se perder.

Afonso décimo, “o Sábio”,
Escreveu muita poesia,
Comprovam-no as cantigas,
Cantigas de Santa Maria.

O Rei Dom Dinis casou,
Com Isabel de Aragão,
Ela foi Santa e Rainha,
Não houve outra na nação.

A Rainha Santa Isabel,
Uma senhora Bondosa,
Um dia fez o milagre,
Transformou o pão em rosas.

Jaime Primeiro, seu avô,
Monarca de um rico brasão,
Chamava à sua neta,
A Rosa de Aragão.

Era a mais linda rosa,
Da casa Aragonesa,
Nunca houve em Portugal,
Mulher com tanta nobreza.

A Corte Aragonesa,
Uma corte grandiosa.
Isabel sempre mostrou,
Seus dotes de piedosa.

Isabel sempre mostrou,
Seus dotes de caridade,
Veio para Portugal,
Com doze anos de idade.

Veio para Portugal,
Com doze anos de idade,
Pela corte aragonesa,
Sempre sentiu saudades.

Distribuiu, pelos pobres,
Sacadas de alimentos,
A leprosos e doentes,
Fazia seus tratamentos.

Dominava o português,
Geometria e arquitectura,
Estudou música e latim,
Desenvolveu a cultura.

Apaziguou conflitos,
Com cortesia e brilho,
Conflitos familiares,
Entre marido e filho.

A Rainha Santa Isabel,
Também foi embaixatriz,
Resolveu alguns conflitos,
Na Europa e no País.

Santa Clara, Santa Clara,
Teu próprio nome encanta,
Dentro de ti se venera,
Isabel Rainha Santa.

Dom Dinis, o Rei poeta,
Não foi um marido, fiel,
Muitas vezes ele traiu,
A sua esposa Isabel.

Dom Dinis o Rei poeta,
Dava a sua escapadela,
Teve alguns filhos bastardos,
Nesta ou naquela donzela.

Diz o saber popular,
Que o poeta Dom Dinis,
Foi um Rei inteligente,
Ele “fez tudo quanto quis”.

Dom Dinis o Rei poeta,
Tinha o dote de escrever,
Escreveu cantigas de amigo,
Escárnio e mal dizer.

Dom Dinis o Rei poeta,
Foi jogral e trovador,
Escreveu muita poesia,
Muitas cantigas de amor.

Dom Dinis o ecologista,
Protegia a natureza,
Quando via ramos cortados,
Sentia enorme tristeza.

Quem cortasse mais ramos,
Que aqueles que ele mandava,
Pagava pesada coima,
O Rei não perdoava!

Quantos portugueses davam,
Hoje, ter um ministro assim,
Os campos seriam lavrados,
A terra seria um jardim.

Quantos portugueses davam,
Ter um ministro lavrador,
A floresta, não ardia,
Quando chegasse o calor.

As matas estavam limpas,
A floresta ordenada,
Não havia subsídios,
Nem tanta mata queimada.

Dom Dinis o lavrador,
Viveu um longo reinado,
Foi um Rei muito feliz,
Pela sorte bafejado.

Nos alvores de catorze,
Morreu o Rei Dom Dinis.
Ficou Afonso Quarto,

A governar o País.

Ferreira Augusto

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Salgueiro Verde Salgueiro

Eu não sei, se andarei segura,
De noite pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde Salgueiro,
Folhas tem cento e uma,
Eu não sei se andarei segura,
De noite pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e duas,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e três,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e quatro,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e cinco,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Salgueiro óh verde salgueiro,
Folhas tem cento e seis,
Eu não sei se andarei segura,
De noite, pelo salgueiral!
Estou casado há seis dias


Ele: Estou casado há seis dias,
Quem me dera já solteiro!
O diabo da mulher,
Só pergunta por dinheiro!
Não me tivesse eu casado,
Sem me considerar primeiro!

Ela: Já te aborreces de mim,
Estás casado há seis dias!
Não me falavas assim,
Quando contentar-me querias!
Só quero que me faças,
Tudo que me prometias.

Ele: Não me lembro de prometimentos!
Nem coisa que eu possa dar-te,
Jurei querer-te bem,
Ser leal, e adorar-te,
Desde o dia que te recebi,
Para nunca mais deixar-te.

Ela: Não me deixas porque não podes!
Já te achas arrependido,
Pois a mim pouco me importa,
Pois já é tempo perdido.
Domingo vou ao passeio,
Eu preciso de um vestido!

Ele: Hora esta é que está torta,
Começa a mulher pedindo,
Ainda há pouco te dei um,
O dinheiro vai fugindo!
Eu acho melhor,
Que esperes para o outro domingo.

Ela: Eu quero um vestido chique,
Que eu dele sou merecedora,
Se o senhor não tem dinheiro,
Eu não sou a causadora!
Então para que eu me casei?
Se não para ser uma senhora!

Ele: Ora esta é que é uma gaita,
Vestido sobre vestido,
Ora eu é que fui um tolo,
Tomar para mim este castigo!
Julgava que o casar era doce,
Bem azedo me tem saído!

Ela: Eu preciso de umas botinhas,
É o ultimo pedido,
Se você não me as há-de comprar,
Antes de vir o vestido,
Já não lhe peço mais nada,
Para não se zangar comigo.

Ele: Já estou mais contente,
Já me não pedes mais nada,
Vou-te comprar as botinhas,
Para ver se ficas calada!
Se assim fosses sempre,
O cofre pouco durava!

Ela: Esquecia-me outra coisa,
Que estava sem te pedir,
O chapéu que é muito antigo,
Já pouco pode servir,
Quero um chapéu mais moderno,
Para ninguém de mim se rir!

Ele: Não estou a gostar disto!
Disseste que não pedias mais nada,
Tudo o que pediste te dei,
Ainda o chapéu te faltava,
É a ultima despesa,
Podes ficar descansada.

Ela: Falta-me o leque e as luvas,
Se o senhor não mas quiser dar,
Perca lá o cuidado,
Depressa as hei-de arranjar,
Depois não se queixe de mim,
Se ao respeito lhe faltar!

Ele: Oh barata dos infernos,
Muitos demónios te carreguem,
As mulheres todas são santas,
Enquanto as não recebem,
Depois de um homem estar casado,
É aguentar e cara alegre!

Ela: Tenha cuidado no que está a dizer,
Eu não estou para o aturar,
Você queria ter mulher,
E não queria gastar!
Você tem que me oferecer,
Tudo o que eu precisar!


Silvana Fernandes

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Passeio a Astorga dia 15 de outubro de 2016