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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Décima terceira parte
O Clima

Conheço um pouco de História,
Também de Geografia,
Vou falar na precipitação,
Também na meteorologia.

O clima nesse tempo,
Também era desigual,
A norte era muito frio,
Mais quente no litoral.

O clima apresenta,
Algumas alterações,
De local para local,
De regiões, para regiões.

Varia a temperatura,
Mais frio ou mais calor,
Conforme a região,
Do litoral para o interior.

Por vezes chove bastante,
Fora da estação normal,
Varia a temperatura,
Temperatura média anual.

Quer no norte e litoral,
É grande a precipitação,
As temperaturas são amenas,
Quer no inverno ou no verão.

Os invernos são gelados,
No norte e no interior.
Os Verões são muito secos,
Chove pouco, faz calor.

No inverno a geada,
Prados e hortas queimava,
O lavrador destroçado,
Óh quantas vezes chorava!

O lavrador chorava,
Com tristeza muita dor,
Por ver seus frutos queimados,
Que tratou com tanto amor.

Na região sul,
Os Verões são muito quentes,
Os invernos são suaves,
Suaves são as correntes.

Na região de Bragança,
Faz frio, cai muita neve,
Para sul lá no Algarve,
O ar é muito mais leve.

Ferreira Augusto

terça-feira, 13 de junho de 2017

Décima segunda parte
Paisagem e Vegetação do Reino Português

A pratica da agricultura,
E a criação de gado,
Alteraram as paisagens,
Neste reino povoado.

Faziam-se queimadas,
De algumas paisagens,
Fizeram-se sementeiras,
E campos para pastagens.

Nasce espontaneamente,
A paisagem natural,
Era muito diferente,
A paisagem de Portugal.

No norte, na terra fria,
Há prados muitos lameiros,
Onde cresce mato bravo,
Bosques com salgueiros.

Árvores de folha caduca,
No norte se podem achar,
Árvores de folha persistente,
Para sul, perto do mar.

Árvores de folha caduca,
O choupo e o castanheiro,
O carvalho e a nogueira,
O freixo e o salgueiro.

Árvores de folha persistente,
Azinheira e sobreiro,
Medronheiro e a oliveira,
Laranjeira e loureiro.

Havia no litoral,
Florestas e matagais,
Havia terras pantanosas,
Com salgueiros e canaviais.

De norte a sul do País,
Havia muitas florestas,
Arbustos, fetos e urzes,
Tojos, carquejas e giestas.

Ferreira Augusto

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A minha gaita de foles,
Na escola começou a tocar,
Os colegas que a ouviram,
Começaram a dançar!
















quinta-feira, 18 de maio de 2017

Décima primeira parte
Paisagem e Relevo do Reino Português

Quem criou a natureza!
Eu desejava saber!
A sábios perguntei,
Não souberam responder.

O saber nunca sobra,
Um sábio me respondeu,
Com respeito a esta obra,
Nem sabes tu, nem sei eu.

Eu gostava de saber,
Quem criou a natureza,
Foi um ser inteligente,
Disso tenho eu a certeza.

Quem criou a natureza,
Fica a pergunta no ar!
Com respeito a esta obra,
Faz qualquer sábio pensar.

Os homens não conseguiam,
Construir uma obra assim,
Tão bela e grandiosa,
Tão maravilhoso jardim.

Que obra maravilhosa,
Sem ter começo, nem fim,
O Mundo que habitamos,
É o mais perfeito jardim.

Não souberam responder,
Quem criou a natureza,
Agora vou eu falar,
Da paisagem portuguesa.

A paisagem portuguesa,
Era muito diferente.
Uma nas regiões frias,
Outra das regiões quentes.

As paisagens naturais,
Vão sofrendo alterações.
O relevo é diferente,
Conforme as regiões.

O relevo varia,
Do interior para o litoral,
Também varia o clima,
E a vegetação natural.

A paisagem natural,
Ia sofrendo os seus danos,
Por acção da natureza,
Também pelos seres humanos.

Com o decorrer dos tempos,
Alterou-se a natureza,
Sofreu grande alteração,
A paisagem portuguesa.

A norte de Portugal,
Há montanhas altas serras,
Para sul de Portugal,
Serras baixas, boas terras.

Há a serra da Nogueira,
Montesinho e Padrela.
O Gerês e o Marão,
A Peneda e a Estrela.

Para sul também há serras,
Planaltos e outeiros,
A Gardunha e Monchique,
Arrábida e Candeeiros.

A norte vêem-se solos,
De uma funesta pobreza,
Há montes e planaltos,
É assim a natureza.

As planícies costeiras,
Encontram-se no litoral.
Planícies e terras baixas,
Para sul de Portugal.

Para sul de Portugal,
Há vales junto do Tejo,
Mas as grandes planícies,
A do Sado e do Alentejo.

Eu gosto muito de História,
E também de Geografia.
Portugal tem muito sol,
Muito mar e maresia.

No relevo inclinado,
Os rios correm para o Mar.
Por vezes o seu caudal,
É um pouco irregular.

Uma rede hidrográfica,
Com menor, ou maior caudal,
É um conjunto de rios,
Que ligam ao rio principal.

A maior parte dos rios,
Correm ao norte de Portugal,
No verão alguns estão secos,
No inverno grande caudal.

Os rios de maior caudal,
Nascem em terras de Espanha,
Rio Minho, rio Douro,
Rio Tejo e Guadiana.

Nos anos muitos secos,
Os rios podem secar,
Todos correm velozmente,
Com pressa de chegar ao mar.

Alguns rios eram navegáveis,
Em tempos que já lá vão,
Transportavam as pessoas,
De povoação para povoação.

Hoje também são navegáveis,
Mas os barcos levam turistas,
Por esses rios a cima,
Visitar paisagens bonitas.

Havia poucas pontes,
Para os rios atravessar,
Havia alguns barqueiros,
Para as pessoas levar.

Houve açoramentos,
Em anos de grandes cheias,
Os rios junto da foz,
Acumulavam areias.

Ferreira Augusto

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Décima parte:
Domínio Senhorial

As casas Senhoriais,
Conhecidas por Domínio,
Pertenciam a homens nobres,
Senhores de grande prestígio.

No período Medieval,
Era grande a propriedade,
Conhecida por Domínio,
Maior que qualquer herdade.

Na época Medieval,
Conforme vários escritos,
Havia grandes Domínios,
Pertença de senhores ricos.

Domínios Senhoriais,
Nessa época muitos havia,
Em reserva e mansos,
O Domínio se dividia.

O Domínio Senhorial,
Tinha uma casa acastelada,
Feita no lugar central,
Por campos estava cercada.

À sua volta encontravam-se,
As casas dos camponeses,
Lameiros campos lavrados,
Florestas, matas verdes.

O Domínio Senhorial,
Dividido com rigor,
Os mansos para os camponeses,
A reserva para o Senhor.

À volta do Senhorio,
Encontravam-se as aldeias,
Os camponeses na reserva,
Tinham de pagar corveias.

Moinho, lagar e forno,
Pertenciam ao senhor,
Se o camponês os usasse,
Pagava com seu suor.

Moinho, lagar e forno,
Do Senhor são propriedades,
Se o camponês os usasse,
Pagava banalidades.

Sempre que o camponês,
Quando deles se servia,
Ao senhor tinha de pagar,
Logo um terço da maquia.

Três dias gratuitos,
Por semana a trabalhar,
Na reserva do Senhor,
Para as Corveias pagar.

O camponês do manso,
Não fugia às obrigações,
Óh quantas vezes pagava,
Com galinhas ou leitões.

A reserva era do Senhor,
O manso do camponês,
Que pagava altas rendas,
Ao senhor no fim do mês.

Ferreira Augusto
Visita com os alunos do PAS2 
à Feira das Cantarinhas em Bragança


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Nona parte:
Herança dos Muçulmanos

Entre mouros e cristãos,
Houve muitos casamentos,
Houve troca de saberes,
E muitos conhecimentos.

Contam-se algumas lendas,
Que não estão esquecidas,
De muitas mouras encantadas,
Nas rochas estão escondidas.

Contam-se lendas e histórias,
De mouras encantadas,
Que continuam à espera,
De serem desencantadas.

Lindas mouras estão escondidas,
Com os seus corações feridos,
Continuam à espera,
Dos seus amados queridos.

Fizeram-se casamentos,
Houve enormes festanças.
Quer no norte, quer no sul,
Deixaram suas heranças.

Deixaram suas heranças,
No solo que hoje é Portugal,
Deixaram plantas de fruto,
Palavras começadas por “al.

Algarismo, e algarve,
Amofariz  e Almada,
Almocreve e alqueire,
Alvaraz e almofada.

Cultivaram o arroz,
Através da irrigação,
Trataram bem das palmeiras,
Da seda, trigo e algodão.

Cultivaram o arroz,
Plantaram o damasqueiro,
Alfarrobeira, e laranjeira,
Pessegueiro, e limoeiro.

Alguns sistemas de rega,
Para regar as hortas,
Chegaram aos nossos dias,
As noras e as picotas.

Deixaram na literatura,
Muitas obras escritas,
Deixaram na arquitectura,
Palácios e mesquitas,

O arco de ferradura,
É herança dos Muçulmanos,
Arco de volta perfeita,
É herança dos romanos.

Seja bonita ou feia,
Grandiosa, ou requintada,
Toda a arte que tem arte,
Deve ser admirada.

Em Portugal há moedas,
Pelos Muçulmanos cunhadas,
Moedas de muito valor,
Nos museus estão guardadas.

Deixaram alguns princípios,
Do livro do alcorão;
Rezar virados para Meca,
Jejuar no ramadão.

Usavam nas construções,
O arco de ferradura,
Janelas voltadas para o sol,
Para entrar uma luz pura.

Para sul da península,
Fundaram seus Califados,
Córdova e Toledo,
Foram os mais preservados.

Deixaram os titulões,
Para música tocar,
Deixaram o astrolábio,
Para orientação no mar.

Em bebidas espirituosas,
Os muçulmanos falavam,
Diziam que essas bebidas,
Todos os males curavam.

Já curavam alguns males,
Remédios caseiros tinham.
Para afastar o mau olhado,
Feitiçaria faziam.

Falavam no Alibabá,
E nos quarenta ladrões,
Em Portugal eles deixaram,
Costumes e tradições.

No cancioneiro Português,
Hoje podemos encontrar,
Lindos romances de amor,
Que o povo sabe cantar.

Ferreira Augusto

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Oitava parte:
A Vida Quotidiana no Mosteiro

Construíram mosteiros,
Por todas as regiões,
Havia alto e baixo clero,
Faziam suas orações.

Tinham várias divisões,
Cozinha e refeitório,
Claustro, e biblioteca,
Igreja e dormitórios.

Também tinham enfermaria,
Para os doentes tratar,
Tinham hortas e albergarias,
Muitos campos para cultivar.

O clero dividia-se,
Em secular e regular.
Dedicava-se à assistência,
Ao ensino e a rezar.

O clero secular,
Cónegos bispos e padres,
Viviam perto das populações,
Em aldeias e cidades.

O clero regular,
Vivia nos seus mosteiros,
Se o Rei precisasse de homens,
Na guerra eram guerreiros.

Coutos eram propriedades.
Dos mosteiros e conventos.
Que o Rei lhes tinha doado,
Ou herança de testamentos.

As terras eram trabalhadas,
Por monges, frades e rendeiros.
Os camponeses pagavam,
Altas rendas aos mosteiros.

A vida do dia-a-dia,
O abade dirigia,
Dentro de qualquer mosteiro,
Todo o clero lhe obedecia.

Dedicavam-se à oração,
A escrever e a trabalhar.
A igreja era local,
Para rezar e meditar.

Monges ajudavam à missa,
Assistiam os peregrinos,
Trabalhavam as suas hortas,
Ajudavam os mendigos.

Os monges no mosteiro,
Dedicavam-se à escrita,
Copiavam livros e livros,
Eram os monges copistas.

Às escolas dos mosteiros,
Não iam meninos pobres,
Só iam meninos ricos,
Filhos de senhores e nobres.

Demoravam o seu tempo,
Os livros a copiar,
Faziam iluminuras,
Para mais perfeito ficar.

Faziam iluminuras,
Os monges talentosos,
Por demorar muito tempo,
Eram livros valiosos.

Faziam medicamentos,
Com plantas medicinais,
Os mosteiros desse tempo,
Eram centros culturais,

Os monges copistas,
Escreviam devagarinho,
Em peles de animais,
Chamados pergaminhos.

Nas farmácias e botequins,
Faziam medicamentos,
De raízes de plantas,
Conhecidas nesse tempo.

Faziam peregrinações,
Santiago era o destino,
Havia albergarias,
Para dormir o peregrino.

Os peregrinos iam com fé,
Levavam como protecção,
Chapéu de aba larga,
Uma concha e um bordão.

Ferreira Augusto