Translate

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Trigésima parte:
A União Dinástica

Longe, longe, ficava a Índia,
Difícil de governar,
Havia muitos naufrágios,
Muitos piratas no mar.

O comércio das especiarias,
Começava a fracassar,
Havia corrupção,
Em quem estava a governar.

Havia muitos corsários,
Quer no mar, quer na terra,
Muitos deles ao serviço,
Da Rainha de Inglaterra.

No fundo do oceano,
Repousa alguma riqueza,
Dos barcos que afundou,
A pirataria inglesa.

No fundo do oceano,
Existe muita riqueza,
Difícil de encontrar,
Tal é sua profundeza.

O corsário Francis Draik,
Muito barco assaltou,
Por ser astuto e corajoso,
Seu nome na história ficou.

O Rei Dom João Terceiro,
Possuía enorme riqueza,
Mas no fim do seu reinado,
Mostrou alguma fraqueza.

Quando morreu Dom João,
Estava o reino decadente,
Pois tinha entrado em crise,
O comércio do Oriente.

Subiu ao trono seu neto,
O jovem Dom Sebastião,
Que procurava riqueza,
E também afirmação.

À frente de um exército,
Vai o jovem Sebastião,
Apoiado pela nobreza,
Para a sua perdição.

Foi para Alcácer-Quibir,
A onde foi derrotado,
Nunca mais ninguém o viu,
Ficou o Rei desejado.

O cardeal Dom Henrique,
Homem, culto da religião,
Era tio e avô,
Do Rei Dom Sebastião.

Dois anos ele governou,
O Reino de Portugal,
Ao cabo desses dois anos,
Morreu também o Cardeal.

Não havia sucessor,
Ao trono de Portugal,
Apareceram três candidatos,
Parentes do Cardeal.

Filipe Rei de Espanha,
Catarina de Bragança,
António Prior do Crato,
Fizeram grande festança.

Filipe Rei de Espanha,
Possuía grande riqueza,
Logo recebeu o apoio,
Do clero e da nobreza.

Filipe invadiu Portugal,
Prior do Crato derrotou,
Em mil quinhentos e oitenta e um,
Rei de Portugal, se intitulou.

Nas cortes de Tomar,
Promessas fez mais de mil,
Que sempre defenderia,
Timor, Angola e o Brasil.

Que sempre respeitaria,
A Língua Portuguesa,
Os usos e os costumes,
Os cargos e a moeda.

Tivemos sessenta anos,
Sob o domínio Filipino,
Mas com Dom João Quarto,
O caso piou mais fino.

Os Filipes não eram nossos,
Eles eram Castelhanos,
Durante sessenta anos,
Provocaram muitos danos.

Praticaram injustiças,
Contra a gente Portuguesa,
Levados pela cobiça,
De toda a nossa riqueza.

Lançaram altos impostos,
Os cargos não eram dados,
Para guerras e batalhas,
Nossos homens eram levados.

Muitos homens portugueses,
Os Filipes recrutavam,
Muitos navios e armas,
Para as guerras levavam.

As colónias Americanas,
Deixaram de ser protegidas,
As promessas de Tomar,
Deixaram de ser cumpridas.

Deixaram de proteger,
As colónias Portuguesas,
Franceses e holandeses,
Roubavam nossas riquezas.

Fizeram várias revoltas,
Contra o poder Filipino,
No porto as maçarocas,
Em Évora o Manuelinho.

Filipe Quarto o grande;
Filipe Segundo o prudente,
Filipe Terceiro o Pio,
Não foi um Rei inteligente.
Ferreira Augusto

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Vigésima nona parte:
A Arte Manuelina

Na época Renascentista,
No Continente Europeu,
Imitaram-se os Clássicos,
Essa arte renasceu.

Leonardo e Rafael,
Miguel Ângelo e Bramante,
Imitaram os Clássicos,
Óh que arte tão brilhante.

Apareceu em Portugal,
Uma arte nova e fina,
Ligada à expansão,
Era a arte Manuelina.

A arte Manuelina,
É visível, na ourivesaria,
Também na arquitectura,
E na tapeçaria.

A arte Manuelina,
Nos Jerónimos se pode achar,
Também no convento de Cristo,
Na cidade de Tomar.

A arte Manuelina,
No mar foi inspirada,
Com conchas, cordas e algas,
Foi esta arte decorada.

A arte Manuelina,
Foi inspirada no mar,
Usa sempre a Cruz de Cristo,
E a esfera armilar.

A arte portuguesa
Era de um estilo fino,
Conhecido em todo o Mundo,
Como estilo Manuelino.

Nas terras que conquistamos,
Esta arte se ergueu,
A arte Manuelina,
Ainda hoje não morreu.

A arte Manuelina,
Uma arte colossal,
É uma arte bonita,
Teve origem em Portugal.
Ferreira Augusto

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Vigésima oitava parte:
A Lisboa Quinhentista

A cidade de Lisboa,
Estava bem situada,
Junto do estuário do Tejo,
Situação privilegiada.

A cidade foi crescendo,
Desde o império romano,
Foi crescendo pouco a pouco,
Até chegar aos nossos anos.

Era junto do castelo,
Que se encontrava o casario,
Foi crescendo a cidade,
Estendeu-se até ao rio.

Lisboa teve três cercas,
Que a gente admira,
A da Mourama e Dom Dinis,
Cerca Nova ou Fernandina.

Lisboa cresceu, cresceu,
Estendeu-se até ao rio,
Lisboa tinha dois centros,
O Terreiro e o Rossio.

Lisboa cidade bela,
A mais bela de Portugal,
Lisboa cresceu, cresceu,
Com a atividade comercial.

Lisboa cresceu, cresceu,
Durante o século dezasseis,
Com a atividade comercial,
E o orgulho dos reis.

Dom Manuel o Aventureiro,
Muita riqueza o envolvia,
Fez do Paço da Ribeira,
A sua moradia.

Foi para junto da Ribeira,
Ele e a família Real,
Para melhor controlar,
A atividade comercial.

Lisboa cidade rica,
Ao longo de muitos anos,
Lisboa foi considerada,
A rainha dos oceanos.

Em mil quinhentos e vinte,
A Rainha Leonor,
Criou as misericórdias,
Foi uma Rainha com valor.

Criou as misericórdias,
Com carinho e amor,
Os idosos muito agradecem,
Á Rainha Leonor.

À Rainha Leonor,
O idoso agradece,
Criou as misericórdias,
Portugal não a esquece.

No tempo de Dom Manuel,
Era rica a Nação,
O rico comia bem,
Mas o pobre, esse não.

Comiam pratos de carne,
Da melhor que havia ali,
Galinha, pavão e perdiz,
Veado e javali.

Nesse tempo Dom Manuel,
Protegeu o seu tesouro,
Seus banquetes eram faltosos,
Talheres de prata e ouro.

Também o vestuário,
Tinha uma cor brilhante,
Tenha botões de ouro,
Rubis e diamantes.

Na corte de Dom Manuel,
Havia muita riqueza,
A toda a gente de Lisboa,
Mostrava sua grandeza.

Quando o Rei Dom Manuel,
Pelas ruas caminhava,
Levava cavalos e rinocerontes,
E onças domesticadas,

Dom Manuel era artista,
A arte ele protegia,
Gostava de ouvir música,
E serões de poesia.

Gil Vicente era dramaturgo,
Cantava e versejava,
A nobreza do seu tempo,
Gil Vicente criticava.

Gil Vicente dramaturgo,
Homem de grande talento,
Em comédia criticava,
A sociedade desse tempo.

Quando Rei Dom Manuel,
Pelas ruas passeava,
Havia fortes festejos,
Com a corte engalanada.

Não faltava o cavalo persa,
Nem a onça domesticada,
Sua corte luxuosa,
Por outras era invejada.

Na corte de Dom Manuel,
Havia luxos brilhantes.
Da Índia chegavam,
Porcelanas, diamantes.

Pedro nunes matemática;
Pacheco na geografia,
Camões na literatura,
Garcia na medicina.

Nesse tempo os Portugueses,
A ciência desenvolveram,
Poetas e cientistas,
Muitas obras escreveram.

Ao porto de Lisboa,
Chegavam todos os dias,
Muitos barcos e navios,
Carregados de mercadorias.

De África vinha o marfim,
Da Índia as especiarias,
Do Brasil o pau-brasil,
Ótimo para as tinturarias.

O Rei tinha o monopólio,
De algumas mercadorias,
Para controlar o comércio,
Criou a Casa das Índias.

Muita riqueza chegava,
Nesse tempo a Portugal,
Logo seguia para a Antuérpia,
Para a Europa Central.

Antuérpia só comprava,
Comprava fruta da boa,
Ela cresceu com o comércio,
De Sevilha e de Lisboa.

De Sevilha ia a Prata,
De Lisboa especiarias,
Antuérpia cresceu, cresceu,
Com estas mercadorias.

Portugueses e espanhóis,
Eram os transportadores,
Mas Bruges e Antuérpia,
Eram finos compradores.

Lisboa tinha uma rua,
Rua nova dos mercadores,
Rua com muita riqueza,
De cambistas e compradores.

Havia riqueza e luxo,
Na casa dos burgueses,
Espanhóis e flamengos,
Alemães e franceses.

Portugueses e estrangeiros,
Tinham uma vida boa,
Os estrangeiros nesse tempo,
Que se radicavam em Lisboa.

Nesse tempo em Lisboa,
Havia muito estrangeiro.
Dedicavam-se ao comércio,
Outros eram marinheiros.

Muitos escravos africanos,
Chegavam a Portugal,
Para servirem os burgueses,
E trabalharem na construção naval.

Muitos barcos a chegar,
Muitos barcos a partirem,
Para África buscar escravos,
Para na corte servirem.

Havia muita mulher negra,
Criadas velhas sopeiras,
Lavavam roupa no rio,
Eram mulheres lavadeiras.

A corte de Dom Manuel,
Era uma corte luxuosa,
Não havia na Europa,
Corte assim tão Sumptuosa.

Artistas e escritores,
Tinham uma vida feliz,
Acompanhavam Dom Manuel
A visitar o País.

Dom Manuel fazia festas,
Procissões e romarias,
Também faustosos banquetes,
Com muitas iguarias.

Nos banquetes desse tempo,
Havia festas teatrais,
Muita música africana,
Cantada pelos jograis.

Chegavam muitos estrangeiros,
Á procura da riqueza,
Alguns eram escravizados,
Outros viviam na pobreza.

Na Lisboa quinhentista,
Havia dez mil escravos,
Apanhavam água e lenha,
Desta forma eram escravizados.

Na ribeira das naus,
E nos seus estaleiros,
Trabalhavam muitos escravos,
Calafates e carpinteiros.

Dom Manuel e sua corte,
Foram para a ribeira morar,
Pois a frota dos navios,
Era preciso controlar.

Do Rossio ao Terreiro,
Do terreiro ao Rossio,
Andavam muitos marinheiros,
E embarcações no rio.

Desenvolveram-se as ciências,
Tais como a astronomia;
Cartografia e botânica,
E também a geologia.

Houve aculturação,
Com encanto e firmeza,
Por essas terras ficou,
A Língua Portuguesa.

Fala-se o português,
No Brasil, Angola e Guiné,
Moçambique e Timor,
Cabo verde e São Tomé.

Houve aculturação,
De costumes e ideais,
Fizeram-se muitas trocas,
De Plantas e animais.

Assim, a Europa ficou,
Com imagem de outro Mundo,
Para tal, foram importantes,
Dom Manuel e João segundo.

Os homens do velho Mundo,
Ao Novo Mundo chegaram,
Ficaram de boca aberta.
Com o que lá encontraram.
Ferreira Augusto

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Vigésima sétima parte:
Os portugueses no Oriente e no Brasil

No Oriente os Portugueses,
Tiveram dois estadistas;
Francisco foi bom nos mares,
Albuquerque bom nas conquistas.

Francisco, construiu,
Junto da costa Fortalezas,
Para proteger, o comércio,
E as embarcações Portuguesas,

Afonso pegou em armas,
No oriente fez a guerra,
Em terras do oriente,
Conquistou praças e terras.

Afonso de Albuquerque,
Desenvolveu o Comércio,
Em terras do oriente,
Construiu o seu império.

Em terras do oriente,
Construíram o seu império,
Traziam as especiarias,
Porcelanas e minério.

Construíram um vasto império,
Desde Ormuz a Ceilão,
Desde as Molucas a Macau,
Desde Timor ao Japão.

Da Índia o nossos barcos,
Traziam muito açafrão,
Noz-moscada e cravinho,
Pimenta e algodão.

Também traziam canela,
Porcelanas que beleza,
Sedas da várias cores,
Chá e louças chinesas.

Também vinham da Índia.
Muitas pedras preciosas,
Perfumes, tecidos de luxo,
Muita coisa valiosa.

Houve aculturação,
Graças aos jesuítas,
Eram cultos missionários,
Professores bons artistas.

Ouve aculturação,
Com a gente desses lugares,
Os portugueses deixaram,
Seus costumes, seus cantares.

Os jesuítas no Brasil,
Até aldeias fundaram,
Muitas crianças indígenas,
Os jesuítas ensinaram.

Em Quinze capitanias,
O Brasil foi retalhado,
Entregue a capitães,
Para ser explorado.

Os capitães no Brasil,
Lutaram eram rivais,
Lutaram uns contra os outros,
Pela posse de metais.

Os capitães não se entendiam,
E o Rei de Portugal,
Substituiu, as capitanias,
Por um Governo-geral.

Tomé de Sousa foi,
O primeiro comandante,
Meteu os capitães em ordem,
Lá nessa terra distante.

De lá vinha o pau-brasil,
Batata e o feijão,
Tabaco e ananás,
Farinha para fazer pão.

No Brasil os portugueses,
Os indígenas encontraram,
Mostravam suas vergonhas,
E não se envergonhavam.

Os indígenas eram nómadas,
A agricultura desconheciam,
Comiam frutos da natureza,
Felizes eles viviam.

Mais tarde vinha o ouro,
Açúcar e o café,
Explorado pelos escravos,
De Angola e da Guiné.
Ferreira Augusto