quarta-feira, 20 de julho de 2016

O mandrião

Diz a mulher para o homem:
Ela: - Marido vai trabalhar!
Tu vai ganhar o pão,
Para nossos filhos criar.
Ele: - Cala-te minha mulher,
Não me estejas a apoquentar!
Não vês que a chuva é tanta,
E não se pode trabalhar.
Ele: - Está a chover tanto,
Eu não posso trabalhar!
Deixa vir o tempo bom,
Que o pão, eu irei ganhar.
Ela: - Marido vai trabalhar,
Não sejas tão mandrião!
Não vês que na nossa casa,
Não há um cibo de pão!
Ele: - Se não te calas mulher,
Levas já um bofetão!
Eu sempre fui trabalhador,
Amigo de ganhar o pão!
E tu óh má mulher,
És a minha perdição!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Participação do grupo Cantares de Antanho no encerramento das atividades do departamento de Educação do Pré-escolar 2015/2016 - Agrupamento de Escolas Emídio Garcia







sexta-feira, 15 de julho de 2016

quinta-feira, 7 de julho de 2016

“O Buraco”

Está na moda, abrir buracos,
Em lugares escondidos!
Metem lá o nosso dinheiro,
Os bancos ficam falidos.

Em Portugal há buracos,
Em Espanha buracos há!
Quem não quiser ver buracos,
Visite o Panamá!

No Panamá não se encontram,
Buracos muito profundos!
Porque todos estão tapados,
Com dinheiro de todo o mundo!

No Panamá há papéis,
Papéis de diversas cores,
Papéis que vão condenar,
Ministros e directores!

Presidentes e empresários,
Levados pela cobiça!
Agora vão prestar contas,
No tribunal com a justiça!

Por esse mundo além,
Existem tantos corruptos!
Têm paraísos fiscais,
De onde retiram seus frutos!

Também temos portugueses,
Que estão fugindo às finanças,
Em paraísos fiscais,
Colocam suas poupanças!

Alguns países estão pobres,
Ficam sem seus capitais,
Porque seu dinheiro escondem,
Nos paraísos fiscais!

Em paraísos fiscais,
Colocam muitos milhões,
Nunca pensei que houvesse,
No mundo tantos “ladrões”!

Em paraísos fiscais,
Colocam seu capital,
Esquecendo os que não têm,
Casa, nem natal!


Ferreira Augusto

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Quem tramou as brasileiras

António e Leonor

António que levou para a guerra,
Um pombo-correio encantador!
Para levar as notícias para a terra.
Á sua noiva e amada Leonor!

Na hora da partida, o juramento:
Jurou-lhe de ser dele até à morte,
Na hora de Deus e de tormento,
Jurando disse Deus te dê boa sorte!

Um dia estando ele muito disposto,
Beijando o retrato dela que entendia,
Quando lhe cai, aos pés o pombo morto,
Com um simples bilhete que dizia:

Ela: Quebrei meu juramento eu bem sei,
Mas tu não voltes mais à nossa terra,
Esquece-te de mim, que eu já casei!
Bem feliz sejas, tu ai na guerra.

António gargalhou palidamente,
Cheio de raiva e de dor,
Pôs ao peito, o fogo heroicamente,

Morreu a chamar por Leonor.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Passeio pelas Aldeias do concelho de Vinhais

Passeio a Segóvia