sexta-feira, 24 de junho de 2016

Quem tramou as brasileiras

António e Leonor

António que levou para a guerra,
Um pombo-correio encantador!
Para levar as notícias para a terra.
Á sua noiva e amada Leonor!

Na hora da partida, o juramento:
Jurou-lhe de ser dele até à morte,
Na hora de Deus e de tormento,
Jurando disse Deus te dê boa sorte!

Um dia estando ele muito disposto,
Beijando o retrato dela que entendia,
Quando lhe cai, aos pés o pombo morto,
Com um simples bilhete que dizia:

Ela: Quebrei meu juramento eu bem sei,
Mas tu não voltes mais à nossa terra,
Esquece-te de mim, que eu já casei!
Bem feliz sejas, tu ai na guerra.

António gargalhou palidamente,
Cheio de raiva e de dor,
Pôs ao peito, o fogo heroicamente,

Morreu a chamar por Leonor.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Passeio pelas Aldeias do concelho de Vinhais

Passeio a Segóvia 



















O Luchy Luchy nos ensaios com a Guitarra Portuguesa!








sábado, 30 de abril de 2016

Nossa Senhora chamou-me


sábado, 9 de abril de 2016

Estou cheia de procurar

Ela - Estou cheia de procurar,
Até que por fim, apareceu!
Só quero que me diga,
Se sabe o que prometeu.
Porque foge assim de mim,
Diga o mal que lhe fiz eu!

Ele - Pergunta-me quanto eu te devo,
Para assim ser perseguido,
Eu ando por onde eu quiser,
Ninguém tem nada comigo!
Eu cá aturar mulheres,
Será um grande castigo!

Ela - Chama-lhe agora castigo,
Eu é que estou castigada,
O tempo em que eu era um anjo,
Como você, me chamava,
Não tinha tanto defeito,
Nem era tão desprezada!

Ele - Não eras, tão desprezada,
Não há mal que sempre dure,
Ao homem tudo lhe é dado,
Por mais, que prometa e jure.
Eu cá aturar mulheres,
Quem as tem que as ature!

Ela - Talvez não lhe calhe assim,
Talvez terá de aturar,
Iludiu-me enquanto pode,
Tudo só para me enganar!
Se você não casar comigo,
Agora vou-me queixar!

Ele - Faz as queixas que quiseres,
Que ades ter bom resultado,
O maior gosto que tenho,
É não te ter difamado.
Publica a tua vida,
Qua ades ter bom resultado.

Ela - Tu queres que agora encubra,
Coisa que não pode ser,
O povo fala de mim,
A barriga está a crescer!
Quando o meu pai souber,
Onde eu me hei-de esconder?

Ele - Esconde-te mesmo em casa,
Que um pai tudo esquece,
Não és a primeira filha,
Que tal coisa lhe acontece!
O ódio de pai e mãe,
Em pouco tempo se esquece.

Ela - Não é um pai como eu tenho,
Que perdoa, tais castigos.
Muito meigo e caprichoso,
Respeitado por bons amigos,
Antes eu quero morrer,
Que isto lhe chegue aos ouvidos!

Ele - Pois faz lá o que quiseres,
Eu por mim, nada farei,
Foi gosto de nós dois,
Tu gostaste e eu gostei!
Não tinha mais que te dar,
Tudo que tinha te dei.

Ela - Não te estou a procurar,
Agora temos que as ter,
Soubeste o mal que fizeste,
Cumpre agora o teu dever!
Eu deito-me da ponte a baixo,
Se tu não me receberes!

Ele - Cuidado no que vais fazer,
A ponte tem muita altura,
Do dizer, para o fazer,
Muda muito de figura!
Não precisas para morrer,
De uma tão funda, sepultura!

Ela - Julgas que não sou capaz,
De me deitar a afogar?
Espera mais um mês ou dois,
Se te queres desenganar!
Alguém deixará escrito,
Cartas que te vão condenar!

Ele - Isso não o quero eu!
Prometo casar contigo!
Espera mais um mês ou dois,
Que ainda não estou prevenido!
Se o teu pai o souber,
Faça as contas comigo!

Ela – Nada mais estou a temer,
Quando o meu pai o souber!
Pois como tenho a certeza,
Que vou ser tua mulher,
Com coragem e paciência,
Sofrerei quanto puder!

Ele - Não temos mais que falar,
Temos tudo combinado,
Eu juro ser teu marido,
Brevemente serei casado!
Tens pai para dar ao filho,

No dia do baptizado!
A Bicicleta