quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Mulher assassina

Ela era do Pinheiro velho,
Vinhais era o seu concelho,
Enterrou uma criancinha viva,
Sem temer a Deus, nem medo!

Ela vivia em Bragança,
Mas lá fora da cidade,
Ela matou seu filhinho,
Com vinte e oito meses de idade!

Tinha vinte e oito meses,
Ele já falava bem!
Naquele mesmo momento,
Não me deixes aqui mãe!

Eles tinham mau coração,
Não aceitaram seus pedidos,
Deitaram-lhe pedras em cima,
Até aos últimos suspiros!

Então um dia as vizinhas,
Sem nada desconfiar,
Que fizeste ao teu menino,
Não se vê na rua a brincar!?

O meu menino não está mal,
O meu menino está bem,
Levei-o ao Pinheiro velho,
A casa da minha mãe!

Então um dia a avozinha,
Ela sem nada saber,
Dá beijinhos ao meu netinho,
Tenho vontade de o ver!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Pedaços da Minha Vida 4ª Parte


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Todo o Homem que pensar em casar

Todo o homem que pensar em casar,
Veja primeiro o que faz,
Seja um Às!
Nem que ande um ano a escolher,
Nunca lhe chega a aparecer,
Mulher alguma capaz:
Ildas são patetas,
Marias rugosas,
Margaridas são pretas,
Armindas mucosas,
Palmiras taradas,
Rosas malcriadas,
Lídias caloteiras,
Fernandas caretas,
Evas são marrequas,
Luísas matreiras,
Carolinas e Julietas são forretas,
Deolindas e Iolandas são manhosas,
Teresas mal-encaradas,
E Júlias desgovernadas,
Albertinas são gulosas,
Emílias ciumentas,
Lauras sabichonas,
E Laras rabugentas!
Zulmiras feiosas,
Adélias traiçoeiras,
Amélias feiticeiras,
Olindas gulosas,
Augustas trocistas,
Marianas chupistas,
E Cândidas mentirosas,
Antónias e Serafinas atrevidas,
Conceições e Clementinas são traquinas,
Lucílias são borrachonas,
Etelvinas toleironas,
E Adelaídes são ladinas.
Estas que falei,
Não são as melhores,
Pois as que deixei,
Ainda são piores!
Vivem regaladas,
Muito bem pintadas,
Parecem alguém.
O pobre marido,
Muito mal vestido,
Nem sapatos tem!

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O que fui em outra vida...


Há memória perguntei,
Que andava um pouco esquecida,
A resposta encontrei,
Do que fui na outra vida.

Regredi minha memória,
Fi-lo e não gastei nada,
Fiquei a saber a história,
Da minha vida passada.

Na minha vida passada,
Fui trovador fui jogral,
Com alegria cantava,
Para a família real.

Na minha vida passada,
Fui jogral, fui trovador,
Na casa acastelada,
Eu divertia o senhor.

Toquei em muitos salões,
Em festas e casamentos,
Alaúdes e titolões,
Eram os meus instrumentos.

Na casa senhorial,
Toquei para muita donzela,
Umas vezes ao portal,
Outras vezes à janela.

Foi feliz a minha sorte,
No meio da fidalguia,
Para as damas da corte,
Toquei e li poesia.

Na época medieval,
De castelo, em castelo andei,
Para a família real,
Muitas cantigas cantei.

Não me lembrava de nada,
Mas hoje consigo dizer,
Que na casa acastelada,
Eu me dei a conhecer.


Ferreira Augusto

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O Romance da Henriqueta

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Passaporte para o futuro

O futuro vai trazer,
Valiosa novidade,
Ela já vem a caminho,
Para bem da humanidade.

A internet trouxe,
A leitura digital,
Com este dispositivo,
Não há leitor que leia mal!

A internet abriu,
As janelas do saber,
Com este dispositivo,
Qualquer “tolo” sabe ler!

As novas tecnologias,
Que brevemente vão chegar,
São feitas de energias,
Que ninguém vê passar!

Pelos caminhos já vêm,
Equipamentos modernos,
Que nos mostram o futuro,
Até mesmo a olhos cegos!

O caminho está aberto,
Para o conhecimento,
Se atentos aos sinais,
Que nos mostra o firmamento.

Atentos às mudanças,
Que haverá no futuro,
O mundo terá mais luz,
O amor será mais puro!

Coisas boas, coisas sãs,
Vão receber os humanos,
Somente os iluminados,
Viverão alguns enganos.

Aquele que não duvidar,
Da existência de Deus,
Viverá feliz a cantar,
Na terra com irmãos seus.

Os senhores da cavala,
Que exploraram sem amor,
Um dia irão viver,
Num planeta inferior.

Ferreira Augusto

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Feira de produtos da terra - Samil, 9 de Julho de 2016






























quarta-feira, 20 de julho de 2016

O mandrião

Diz a mulher para o homem:
Ela: - Marido vai trabalhar!
Tu vai ganhar o pão,
Para nossos filhos criar.
Ele: - Cala-te minha mulher,
Não me estejas a apoquentar!
Não vês que a chuva é tanta,
E não se pode trabalhar.
Ele: - Está a chover tanto,
Eu não posso trabalhar!
Deixa vir o tempo bom,
Que o pão, eu irei ganhar.
Ela: - Marido vai trabalhar,
Não sejas tão mandrião!
Não vês que na nossa casa,
Não há um cibo de pão!
Ele: - Se não te calas mulher,
Levas já um bofetão!
Eu sempre fui trabalhador,
Amigo de ganhar o pão!
E tu óh má mulher,
És a minha perdição!